A difícil arte da presença

 

Eu escrevi e apaguei esse post duas vezes. E percebi que estou cansada demais para me explicar. E que mesmo querendo, eu não preciso. Mas eu preciso me expressar. Preciso encontrar um pontinho de luz, alguma mudinha em mim que eu consiga fazer brilhar, sem me cansar.

A relação entre mim e João é a coisa mais intensa, dúbia e louca que eu já vivi. A cada dia aprendo que eu preciso desacelerar, mas ao mesmo tempo, eu preciso encontrar um tempo e um espaço que sejam meus, para me manter de pé nessa jornada. Entendendo isso, eu me perdôo pelas minhas angústias e pensamentos.

Ser presente, atenciosa, me doar, é uma arte. Uma dessas artes da qual eu não sei nada. E que, teimando em aprender, eu saio um pouquinho mais estropiada a cada dia.