Diário da barriga: 31ª semana

A palavra que melhor resume a minha 31ª semana é dor. Minhas benditas costas estão acabando comigo, literalmente. Há mais de duas semanas, sinto dor todos os dias. Em alguns, ela vem com mais piedade, em outros, beira o insuportável.

O pior pra mim nisso tudo, é não saber exatamente em quem posso confiar. Não posso tomar remédio. Não posso ir ao ortopedista porque ele vai ou me pedir raio x, ou me pedir tomografia, ou me passar remédio, e não posso nenhum dos três. Eu posso ir ao osteopata, mas aí eu fico sabendo que o profissional que eu fui achando que era osteo, na verdade é fisioterapeuta, e tava fazendo nada mais do que fisioterapia comum em mim, e eu pagando por isso sendo que podia fazer de graça pelo plano (e sem muito alívio na dor).

Hoje fiz uma avaliação com um acupunturista que me pareceu confiável, mas é a velha história: vou ter que testar pra ver. Pelo menos esse o plano cobre. Peguei também o contato de outro osteopata, cujas credenciais já foram validadas. É um pouco mais caro, mas vou pagar uma primeira vez pra ver, minha dor não anda me dando muita escolha. Além do que me prometeram o dinheiro de volta caso ele não desse um jeito em mim, rs.

Existem outras opções de terapias naturais, mas estão inacessíveis ao meu já desgastado bolso. No mais, vamos torcendo por uma melhora. Tenho ficado mais quieta e em repouso, sempre que possível, pra ajudar a amenizar. Comecei a me preparar psicologicamente pra parar de dirigir nas próximas duas semanas, e já me restam pouquíssimas atividades a suspender.

Mas não é de todo ruim. É só que a dor tem me cegado de uma maneira que fica difícil aproveitar o resto. A barriga agora cresce exponencialmente, praticamente de um dia pro outro. Tenho comido muito, e tido muita vontade de comer doce, mas nada de desejos alucinantes.

João está super ativo na barriga, e a sensação dos movimentos agora é diferente, passou de cutucadas, a tipo um friozinho na barriga, com movimentos mais longos e menos bruscos, mas muito mais constantes. Gosto mais agora, até porque me sinto mais íntima do meu filho. Ainda tenho dificuldade em conversar com a barriga, mas observo mais, toco mais e presto mais atenção. Sei lá, me sinto mais conectada.

Hoje me dei conta de que todos os meus fins de semana até a data provável de parto estão ocupados com encontros com a doula, chá de bebê, resolver isso ou aquilo e por aí vai. Por um lado dá um cadinho a mais de ansiedade pela proximidade da hora, mas por outro me alegra estar com a agenda ocupada com preparativos, matando o tempo pra não ficar a toa sofrendo de ansiedade.

Um pouco do medo do parto normal, e da dor foram embora, e me sinto cada vez mais confiante e certa de que é isso que eu quero, mesmo com medo da dor nas costas acabar sendo um impeditivo. Ontem li uma descrição minuciosa de como é uma cesariana, e fiquei muito horrorizada. Peço todos os dias aos deuses que me permitam um parto natural.

Por fim, lidar com meu emocional continua sendo um desafio. Meu mau humor e minha rabugice continuam muito em alta, e tem hora que tudo que eu quero é sair correndo, cavar um buraco e ficar escondida lá dentro. Dia desses eu cortei uma franja, na tentativa de mudar um pouco o visual, e também melhorar o humor. Eu gostei, mas a franja já cresceu e já tá enchendo o saco, hehe.

Uma mudadinha no visual pra ver se alegra os hormônios.
Uma mudadinha no visual pra ver se alegra os hormônios.

Espero ter um post um pouco mais positivo na semana que vem. Inté!