Diário da barriga: 33ª semana

Semana passada foi bastante intensa, e mesmo querendo, eu realmente não encontrei tempo pra escrever posts, e fazer outras coisas que eu queria. Foi tão sem tempo que eu esqueci até de pagar conta. Mas foi também muito feliz, a madrinha do João passou a metade da semana com a gente, e no último sábado, fizemos o chá de fraldas.

Baú de memórias, para os convidados deixarem os recadinhos que serão lidos junto com o João em alguns anos. <3
Baú de memórias, para os convidados deixarem os recadinhos que serão lidos junto com o João em alguns anos. <3

Sobre o chá, não poderia ter sido mais lindo. Saiu bem mais caro do que eu pretendia, me estressei com tudo feito em cima da hora, moí minha coluna de tanto andar atrás das coisas que precisávamos, tive uma crise/chilique de nervos um dia antes, mas eu faria tudo de novo. Ficou original, não choveu, a comida estava deliciosa, e foi tudo feito por quem estava envolvido, com muito amor. Estou feliz até agora, e ainda vou ficar por dias. <3

Com a gravidez, está tudo indo muito bem. Me dei conta que daqui até a data prevista para o parto, eu não tenho mais nenhum fim de semana livre, e ainda tenho muitas tarefas pela frente, e também muita coisa ainda por comprar/organizar.

Curiosamente, a ansiedade para o parto diminuiu. Fiz uma ecografia na semana passada, e tive pré-natal hoje, João já está virado de cabeça pra baixo, mas segundo minha médica, só na 36ª semana é que a posição será mais decisiva para o parto. Estou cada dia mais confiante e tranquila para o parto natural, e o desejando cada dia mais.

A dor nas costas que estava a ponto de me enlouquecer finalmente deu uma trégua. Não foi embora, e o incômodo físico ainda é grande, mas está dando pra conviver. Acabo sofrendo mais quando passo o dia inteiro no trabalho sentada, ou fico muito tempo andando, então procuro variar na medida do possível.

Os tratamentos tem ajudado, estou fazendo acupuntura toda semana, massagem a cada 15 dias, e amanhã volto ao osteopata, além de me manter no pilates. Mas não tem jeito, agora tenho que conviver com o andado de pata, o fato de que não consigo mais amarrar cadarços e a sensação de tartaruga virada de casco pra baixo quando tento me virar ou sair da cama.

Hoje descobri que minha reserva de ferro está quase zerada, e o complemento que tomei não ajudou muito. Os exames ainda não acusam anemia, mas vou ter que tomar ferro direto na veia, pra evitar que esse quadro se manifeste. Pelo que minha médica disse, e pelo que pesquisei, é melhor fazer isso agora, porque na pior das hipóteses, posso ter que fazer uma transfusão de sangue, dependendo de quanto perder no trabalho de parto. Não, né? Por conta desse ferro quase nulo, tenho sentido ainda bastante aquela sensação de cansaço físico. A cabeça funciona a mil, mas o corpo não acompanha. É chato, mas vai melhorar jájá.

A partir de agora, começo a sentir que é pra valer: vou acelerar a arrumação do quarto do João, comprar o que falta, lavar roupinhas, fechar lista de enxoval, começar a arrumar a minha mala e a dele, para a maternidade… Também passo a ver minha médica a cada 15 dias, em vez de uma vez por mês.

Em menos de duas semanas temos o primeiro encontro com a doula, e estou mega ansiosa, porque sei que vai ser um puta apoio. Fazer o chá de fralda foi meio que um marco, eu olho as fotos e fico pensando que agora vai. Mesmo que uma gravidez não seja nem de longe o que a Crescer prega, consigo enxergar muita beleza e felicidade nesse momento.

Acho que o importante, como minha médica, doula e livros dizem, é fortalecer a rede de apoio. Ninguém vai se sentir mais bonita, ou etérea ou angelical, sexy, ou qualquer outra coisa dessas (na verdade é bem o oposto!), mas é um contentamento muito particular, que quando a gente se sente fortalecida, deixa de ser preocupante.

E eu sou muito grata aos meus amigos, família, e ao pai do João, por estarem me dando tanto apoio nesse momento. Sem cada um deles, eu não saberia como enfrentar essa tempestade que é estar grávida. Que venham as últimas semanas! :)