Minhas ideias de herança pro mundo

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Checklist fim de ano {revisão 2016/planejamento 2017}

No mês passado, resolvi dedicar um pouco do meu tempo pra ajudar outras pessoas com o que sei fazer de melhor, que é planejar, elaborar checklists. Em Novembro, eu republiquei uma planilha que fiz há muitos anos, de checklist de social media, e resolvi começar […]

Dilemas da maternidade e carreira

Resolvi escrever esse post depois de uma longa conversa com uma amiga. Depois que me tornei mãe e redefini os rumos da minha carreira, muita gente me procurou pra trocar uma ideia. Talvez, pelas minhas postagens, eu passe a impressão de que foi tudo muito […]

Download: Checklist de social media

Há uns 4 ou 5 anos mais ou menos, criei uma planilha de checklist de social media. É uma planilha muito simples, de operação, que lista algumas das tarefas que temos enquanto produtores de conteúdo/social media. Como estava muito envolvida com esse universo no trabalho, disponibilizei a planilha pra download.

Ela foi muito baixada e foi replicada em sites importantes do meio. Numa época eu cheguei a fazer um controle, pra saber quantos downloads. A última vez que chequei as stats, estava em quase 4k downloads, mas algum erro de servidor ou sei lá o que a tirou do ar.

Confesso que depois, com meu desgosto afastamento de eventos, e da “alta social media” eu peguei um pouco de bode do documento e nem olhei mais pra ele. Cada vez menos, mas ainda sempre, aparece alguém me pedindo essa bendita. Uns com mais, outros com menos educação. Pessoas sendo pessoas.

Dia desses dei uma olhada pra ela e confesso, não consegui entender de porque tanto interesse. Ela é uma planilha muito mais de organização pessoal que de técnica, e a dinâmica das redes sociais mudou muito de quando a criei pra cá. Acho que quem a baixar hoje em dia ficará um pouco decepcionado, hehe.

Mesmo assim, procurei atualizar a planilha. Como disse dia desses no Facebook, tenho objetivo de transformar esse meu “talento” com planejamento e organização em planilhas úteis, de temas diversos, disponibilizadas para download aqui no blog. E a primeira da lista será esse ~clássico~ da mídia social. Se gostar do post e da planilha, não se esqueça de dar um like, comentar e compartilhar. E por favor, por favorzinho, se for reproduzir, dê o crédito e o devido link ao Vida in Off.

Sem mais enrola, clica aqui pra acessar e baixar o checklist de social media. Para saber o tema de novas planilhas e acompanhar o projeto, assina o feed do blog, ou me segue no insta: @renatachecha. O tema da planilha de Dezembro será: “revisão de 2016/planejamento de 2017”.

Desapegos de fim de ano

Oi gentes! Estou fazendo um desapego clássico de fim de ano, pra renovar as energias, abrir espaço pro novo e permitir que as coisas que não me servem mais possam ser úteis pra alguém. Ainda estou separando as coisas e não tenho tempo de postar […]

Chilique em público: aconteceu por aqui

E aí que coincidentemente nessa onda de criança pode ou não pode ir em lugar x, anteontem, João deu seu primeiro show em público. Show bonito, pirotécnico, choro gritado, e tudo que tinha direito. Eu, achando que seria uma boa ideia, analgésica e distrativa, fui […]

Como vão as coisas

Ontem tive uma sessão de terapia muito dolorosa. Há dias vinha me sentindo muito bem, o enjôo passou, a disposição melhorou. Voltei a trabalhar nas minhas ideias, a ter vontade de fazer, de reciclar a energia. E foi uma surpresa enorme pra mim, quando do nada, enquanto falava da minha melhora pro terapeuta, e era provocada (no bom sentido) com perguntas, o choro veio.

Não foi um chorinho. Foi um breakdown, na falta de palavra melhor, um micro-surto. Não deu nem pra continuar com a sessão. Voltei pra casa arrasada, cansada, como se tivesse levado uma surra (de certa forma levei). Não quis falar com ninguém, deitei e dormi, sem tomar banho mesmo, um sono de concreto, viga e pau. Pelo menos não teve pesadelo.

Hoje acordei meio tonta, meio cansada, ainda meio sem querer falar com ninguém, pensando que aquela sessão de ontem desgraçou o avanço dos últimos dias. A manhã foi passando e eu fui me tocando de que aquele momento na verdade foi mais do que necessário pra mim. Pela primeira vez, eu consegui olhar pra uma situação do passado, e imaginar um desfecho diferente.

Sabe quando vc discute com alguém, a pessoa te fala uma merda e no instante você fica sem reação, mas umas horas depois a resposta perfeita vem, e você termina a briga de outro jeito, no seu imaginário? Isso não muda o que passou, mas faz a gente se sentir melhor. E foi o exercício que eu fui convidada a fazer pelo meu terapeuta. Consegui revisitar aquela situação que ontem abriu a torneira, e aqui com meus botões, reagi diferente. Sem medo, sem vergonha, sem raiva.

Senti que não posso mudar o que passou, mas posso aprender a reagir melhor no futuro. E só essa perspectiva fez de mim uma pessoa livre, mesmo que por esse instante. Eu contei isso porque desde o meu último post, as coisas tem estado nesse vai e vem. Ao contrário do que muitos pensam, o tratamento de uma condição mental como a depressão, não é linear.

Uma melhora progressiva é esperada, mas existem muitas recaídas no processo. Eu tô bem, logo depois tô mal. Acredito que estou respondendo muito bem em alguns sentidos que fazem bem pra mim, como a disposição, o cuidado com o João, com a casa, a resposta mais positiva à gravidez, minha capacidade de sonhar e me imaginar bem por inteiro.

De outro lado, sinto que muitas válvulas de escape minhas estão meio descontroladas. Eu ando MUITO mal-humorada, implicante, raivosa. Tenho evitado conversar demais com os outros pra evitar confrontos, e toda hora fico cheia de vontade de falar umas verdades. As pessoas se apoderaram desse papinho de empatia pra não terem que assumir responsabilidade sobre as merdas que fazem, e isso me tira do sério. “Ah, mas fulana precisa que olhem pra ela com mais empatia”. Não, a fulana precisa mesmo é de uma boa dose de vergonha na cara e alguém que tenha coragem de dizer isso pra ela. “Ah, mas não pode corrigir ou humilhar quem escreve errado, porque nem todos tiveram as mesmas oportunidades”. Concordo, SE E APENAS SE a pessoa realmente não teve oportunidade. Isso não se aplica a vagabundo que tem preguiça de ler, estudar e que só quer se comunicar em internetês. Esses aí tem que corrigir mesmo, e se deixar pra mim, corrijo de palmatória ainda. (#prontofalei)

É um processo normal esse “desequilíbrio”, e a recomendação é a de utilizar a arte pra me ajudar a botar as coisas pra fora. Estou tentando, eu juro, mas sou um bocado impaciente, e me falta tempo, já que à noite estou cansada, e fim de semana é difícil ter uma folga do João. Mas quando dá, tenho redescoberto alguns pequenos prazeres, como a caligrafia, scrapbooking, colorir. Queria muito poder praticar artes marciais, mas estando grávida e tão sedentária, acho que não é uma boa ideia.

No fim das contas, me sinto fragilizada. Um olhar de fora, menos atento, dirá que estou 100%, mas é que eu sou difícil mesmo de dividir as coisas. Mas estou orgulhosa de estar caminhando. Tenho orgulho de estar ativa no mercado de trabalho, fazendo algo que eu descobri que gosto muito, ao mesmo tempo em que tenho a oportunidade de estar ao lado do João, acompanhando o crescimento dele de perto. Tenho orgulho de não ter desistido dos meus planos, ainda que tendo adiado alguns. Tenho orgulho de, a cada dia, conquistar uma pequena vitória, seja me cuidar um pouco, seja concluir a to-do list, seja baixar o nível da minha autocrítica. Tenho orgulho até mesmo de chegar ao fim do dia e concluir que aquele não foi um dia bom, quase nada foi feito, e tá tudo bem mesmo assim. Eu tenho ido dormir serena, e no balanço geral é isso que importa.

Sobre mergulhar na escuridão (e tentar vir à tona)

Há algum tempo percebi meu desânimo crescente, minha indisposição anêmica, minha alegria de viver esvaída. Internamente me perguntei sobre uma possível depressão, mas o fato é que essa é uma condição difícil e vergonhosa demais de admitir, tanto para si mesmo quanto para os outros. […]

Pelo nosso primeiro ano

Querido Jojoco, Hoje eu reparei que as unhas do meu pé estão enormes, e que eu teria que usar um sapato fechado pra sua festinha de um ano. De vez em quando eu me pergunto que tipo de pessoa foi essa que me tornei, que […]

Sobre mães, filhos pequenos e espaços coletivos

“É engraçado que num lugar como uma igreja, as pessoas façam cara feia pra criança, né?”. Alguém levantou esse ponto numa discussão da qual eu participava no domingo, e eu fiquei pensando nisso, e pensando na minha condição atual, e na minha condição passada. Eu já fui uma dessas pessoas que faz cara feia pra menino chorando em shopping, ou qualquer lugar público, e vi a situação se inverter a partir do momento em que fui mãe. E meu Deus, como a gente julga.

João nem é desses que dá trabalho assim, na maior parte das vezes que saio com ele, ele se comporta bem, não é de ficar chorando, interage com as pessoas, fica razoavelmente bem em colos estranhos longe de mim. Mas é um bebê, e chora. E logo vai ser uma criança, vai querer brincar, e vai ser livre de toda essa preocupação paranóica dos adultos com o decoro.

Mas mesmo sendo tão bonzinho, eu quase sempre estou deixando de participar de atividades sociais porque sei que ele não será bem-vindo. Eu não quero ser sem noção, e eu sei que muita coisa não dá mesmo pra fazer, tipo ir num karaoke fechado, com som mega alto. Ou um encontro espiritual em que energias diversas se condensam, e podem afetá-lo.

Eu falo de lugares e situações em que ele poderia estar comigo normalmente: um curso rápido, uma palestra, alguns passeios, um grupo de meditação ou uma aula de yoga, pilates etc. Como sociedade, percebo que nos fechamos à presença da criança, como se ela fosse um problema, ou empecilho à ordem. O nosso conceito de ordem se tornou algo tão silencioso e esterilizado, que a criança, vista em sociedades mais antigas e tribais como dádiva, se tornou um crachá enorme de “você não é bem-vindo aqui”. O individualismo é tanto, que em vez de respirar fundo e ser parte do processo, nos tornamos o processo em si, impassíveis de interferência.

Isso é bem ruim, porque torna a já árdua tarefa de ser mãe ainda mais solitária, e em muitos casos triste. Dia desses, fui a uma aula experimental de yoga, num lugar em que tinham me dito que criança era bem-vinda. No primeiro resmungo do João, me olharam com uma cara tão feia, e eu fiquei tão sem graça, que saí, mesmo a professora tendo tentado contornar a situação.

Eu tenho estado numa fase de querer muito ficar fora de casa, socializar, ser útil. E muitas vezes, talvez até sem maldade mesmo, as pessoas me dispensam: “ah, você já tem o João, não precisamos de você, pode deixar”. Eu confesso que me sinto mal. Os piores dias pra gente são sempre os que tenho que ficar em casa, dispensada. Podem me dizer que eu tenho que me dedicar ao João, que eu não tenho que me preocupar com outras coisas, mas olha, eu me dedico a ele. Muito. Dias inteiros, e madrugadas inteiras, porque sou eu que acordo pra dar de mamar. Só que eu preciso cuidar de mim de alguma forma, me sentir viva, útil, para ficar bem pra cuidar dele.

No domingo mesmo, depois de levantar essa discussão sobre a ocupação dos espaços coletivos pelas mulheres com filhos pequenos, fui a um outro evento, em que crianças eram bem-vindas. Foi um trabalho de conexão com o feminino, tinha um quê de místico, um quê de científico, e foi bastante interessante ver como tudo fluiu.

Tinha o João de bebê, e outras crianças de faixas etárias diferentes, sendo crianças, se comportando da maneira como se espera delas: brincando, fazendo barulho, demandando, interrompendo. Foi um caos! Mas foi um caos interessante e belo, porque a programação funcionou como deveria ser. As atividades foram feitas, e com muito carinho e compreensão de todos, tudo deu certo.

João se divertindo com o tambor enquanto tia Iaiá explicava sobre a agenda lunar.
João se divertindo com o tambor enquanto tia Iaiá explicava sobre a agenda lunar.

João foi pro colo de um, de outro, brincou com o material de artesanato, bateu tambor, e só deu trabalho pra valer quando se sentiu muito cansado, que pra hora já era esperado por ele ter a rotina já bem definida. Mas assim mesmo, sem crise. Quando ele deu os sinais, pedi licença, fui embora. A propósito, voltei pra casa feliz, animada por me sentir inclusa, fazendo parte de algo.

Por último me lembro de um encontro meu da Teia, em que eu toda preocupada do João atrapalhar a concentração (a gente acaba ficando meio paranóica nisso de “meu filho atrapalha sua vida”), tentando fazê-lo se calar, ouvi de uma dirigente que o barulhinho dele eram os anjos se manifestando na nossa reunião. Era assim que as crianças eram vistas antigamente, é assim que elas deveriam voltar a serem vistas. Deixemos os anjos conversar, e aceitemos.

Às vezes o saco enche

Hoje o João passou o dia quase inteiro no meu colo. Nas poucas vezes que fiquei com os braços livres eu estava fazendo coisas pra ele mesmo: fui ao supermercado comprar comida pra papinha, fiz a papinha, ou estava ocupada interagindo com outras pessoas. Isso […]